Como os métodos socioemocionais podem influenciar na saúde masculina


Chegamos ao mês de novembro e, com ele, chega também um período de maior atenção para um tema fundamental: a conscientização sobre o câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil, um homem morre a cada 38 minutos por conta da doença. Dados tão preocupantes alertam para a importância da prevenção e dos cuidados periódicos para que, se diagnosticado, o câncer seja mais facilmente tratado e curado.


Porém a saúde masculina ainda envolve muitas questões, especialmente do preconceito em torno dos exames urológicos. Entre muitos homens, ainda há a mentalidade de que autocuidar-se afeta a masculinidade e os tornam “fracos” — mesmo que o ato de demonstrar respeito e zelo por si próprio não tenha relação com gênero.


Diante de tantos padrões de comportamento impostos aos indivíduos de sexo masculino, exercitar um olhar mais sensível pode ser uma tarefa difícil. Apesar disso, conhecer as metodologias socioemocionais pode ajudar nesse quesito, impactando positivamente na qualidade de vida.


Masculinidade tóxica: Como os estereótipos afetam a saúde do homem?


O conceito de “ser homem” sempre esteve ligado a suprimir emoções e não demonstrar fragilidade, apresentando sempre uma imagem forte e viril. Além de todos os efeitos socioculturais que esses ideais causam — como a desigualdade de gênero — a saúde masculina também fica comprometida nos mais variados aspectos.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de suicídio entre homens é 76% maior que entre as mulheres. Isso se deve ao fato de que, na tentativa de não expor suas fraquezas, os homens acabam negligenciando os cuidados com a saúde mental. Dessa forma, condutas que põem em risco a saúde masculina estão relacionadas a estereótipos reforçados pela masculinidade tóxica.


Com esse cenário, muitos não procuram cuidar da saúde física e, em casos de problemas mais graves, mortes precoces se tornam mais comuns. Assim, reproduzir essas normas sociais quanto ao comportamento do homem são altamente nocivas, interfere no corpo e na mente desse indivíduo e o impede de viver uma vida mais saudável e segura.


A influência das práticas socioemocionais na qualidade de vida


A base do conhecimento socioemocional está na capacidade de entender nossos próprios sentimentos para tomarmos decisões mais assertivas. Quando aplicados na formação de um homem desde sua infância, ele será mais inteligente emocionalmente e sua posição em cenários mais conturbados será feita de maneira mais racional e menos violenta.


Com essa inteligência mais aprimorada, ele entenderá que o autocuidado é essencial para sua qualidade de vida e bem-estar — assim como o de todos à sua volta. As práticas socioemocionais pretendem mostrar que expressar necessidades não é sinônimo de fraqueza, mas sim de muita coragem.


Por isso, a educação socioemocional pode servir como uma ferramenta para combater antigos preceitos que ainda prejudicam a relação dos homens com seus corpos, trazendo mais autoestima e autoconfiança a eles, por meio do aprendizado.


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