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Uma educação em cada canto

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A educação no Brasil não é uniforme e às vezes pensar em educação inovadora em alguns lugares pode ser mais difícil do que em outros.

 

 

 

Quando se pensa em mudança na educação brasileira, muitas vezes parece que até mesmo esse aspecto segue uma regra geral em termos nacionais, em relação a quem pode ou não gerar mudanças no ensino. A ideia é que de modo geral os estados e cidades com maior “atenção”, ou seja, capitais ou locais por onde as pessoas têm “maior interesse” são aqueles em que a mudança pode começar. O que é mais significativo é o que pode significar transformação na educação para certas realidades.

 

Em alguns lugares do país transformar a educação pode significar a criação de um sistema onde provas e o funcionamento tradicional não seja mais necessário, para outros pode significar conseguir alfabetizar uma turma inteira até o final do primeiro ano do ensino fundamental. O Brasil é constituído por um território muito grande, o que, assim como causa dificuldades administrativas gerais, causa dificuldades na atenção dada a situação educacional, não apenas como um todo, mas particularmente em cada cidade e município. O resultado é uma diferença significativa nos desempenho do ensino em diferentes municípios. Para se ter uma ideia, a média do Brasil no Índice de Desenvolvimento Educacional Básico (IDEB) em 2011 era de 4,6 na rede pública; na rede estadual de São Paulo essa pontuação era de 5.4 (acima da média brasileira), enquanto no Piauí era de 3.8 (abaixo da média brasileira). Não são números pouco significativos, o que se destaca é justamente a diferença entre o ensino em São Paulo e no Piauí. No primeiro não passa muito de 5, o que já não é muito bom, e no segundo está bem abaixo disso.

 

Falar em educação à vezes pode ser muito mais complicado nos ambientes em que crianças vivem em situações de precariedade em relação a provisões básicas; mas pensar nisso parece ser uma forma de dizer que a educação de determinada população vale menos do que a de outra em que os problemas são outros. A abordagem da educação em qualquer canto do Brasil é um fator fundamental para a mudança. Pensar em mudança, não apenas como uma mudança estrutural do sistema educacional, mas pensar na mudança na própria relação entre pessoas e educação. É necessário ter em mente que o interesse pelo desenvolvimento da educação acontece primariamente pelo contato com a educação. É um ciclo: quando uma comunidade não sabe desde a infância a importância da escola, as chances de que haja uma exigência de melhorias na educação é muito pequena; e o que dizer, então, de exigências para que a educação seja inovadora.

 

O ponto crucial é justamente o papel dos professores, a função de criar um interesse de educação nas crianças. Para tanto, contudo, é necessário que os professores tenham preparação, saibam lidar com alunos excessivamente desestimulados, principalmente quando as condições externas nas são as mais favoráveis para uma imersão contínua, e que haja algum trabalhado para os níveis de evasão escolar nos anos mais avançados de escolar não continuem elevados. A dificuldade é justamente criar uma consciência de base que acompanhe a necessidade de mudança no sistema. É uma questão que precisa de discussão. A mudança se constrói a partir de um contato com a educação em sua forma mais essencial, ou será que em certas circunstâncias é o contato com o mais essencial da educação que se constitui como mudança?

 

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