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Aprender não precisa ser tão difícil

December 30, 2017

Os métodos de aprendizagem muitas vezes tornam os conteúdos complicados demais. Algumas técnicas podem ajudar a torná-los mais simples.

 

 

 

Um dos maiores problemas enfrentados por estudantes, ou até mesmo profissionais, diariamente é a dificuldade em encontrar meios eficazes de se concentrar, estudar de modo contínuo e realmente aprender todas as informações recebidas. O que sempre se fala é sobre a importância de se fazer um cronograma de estudos funcional para ser seguido diariamente, sobre a técnica Pomodoro, que usa pausas regulares para garantir que o tempo seja bem aproveitado. Há outro lado, contudo, que também é muito importante, o qual está mais ligado à ideia de metacognição, ou seja, o “automonitoramento” de como se está aprendendo. De certo modo todas as técnicas que visam a uma melhoria do rendimento dos estudos partem da autoconsciência de quem estuda, mas o objetivo aqui é falar mais diretamente a respeito do método de estudo, que será sempre melhor aproveitado com o auxílio de métodos que o tornem mais eficiente, como os citados anteriormente. A ideia aqui é falar do jeito que se estuda.

 

De acordo com o famoso curso online “Learning How to Learn”, criado por Barbara Oakley, há dois modos de se aprender: o modo difuso e o modo focado. Quando o aprendizado se dá de modo difuso, o aluno desiste ao encontrar dificuldades em aprender. O que acontece é a crença de que algo é “difícil demais” para ser aprendido, o que pode também levar a uma aprendizagem superficial. Isso acontece porque, de modo geral, cursos e professores têm uma tendência em fazer com que os conteúdos sejam valorizados apenas quando vistos como algo complexo, que deve ser aprendido como o que é e ponto final. Há uma tendência geral em negar qualquer coisa que tente simplificar conteúdos complexos.

 

Já quando o aprendizado se dá através do modo focado, há uma tentativa de usar metáforas, ou seja, figuras que aproximem o que está sendo aprendido daquilo que já é conhecido e considerado como algo simples. O que o cérebro faz é criar padrões que se repetirão sempre que entrar em contato com aquele conteúdo, portanto será entendido mais fácil e possibilitará o aluno a aprofundar seus conhecimentos com mais rapidez e qualidade, já que o básico é dominado com mais facilidade e maior propriedade. O que faz um aluno com uma aprendizagem focada é a busca por caminhos que levem a um aprendizado eficiente; o importante é saber que um padrão que funciona para determinado assunto pode não funcionar para outro assunto, portanto a chave é saber criar caminhos que funcionem e tornem qualquer assunto mais simples.

 

Outro ponto que é essencial quando se está estudando, em qualquer momento da vida, é pensar na importância de se manter o conteúdo vivo na memória pelo maior tempo possível. Isso significa fazer com que uma informação guardada na memória de curto prazo passe para a memória de longo prazo e permaneça ali por bastante tempo. E isso também pode ser feito através da criação dos padrões usados na aprendizagem. O importante é que esses padrões sejam criados a partir de chunking, ou seja, o entendimento de uma informação a partir de uma informação que foi simplesmente dada em sua forma pura; é a criação de diversos padrões, cada um com uma utilidade, os quais ficarão guardados na memória e serão ativados quando necessário.

 

Métodos como os aqui apresentados não  fórmulas mágicas para um conhecimento adquirido instantaneamente ou sem nenhum esforço. É justamente o contrário. São técnicas para fazer o trabalho intenso do estudo mais prazeroso e, portanto, mais eficiente. Saber como estudar e usar artifícios que potencializem o a aquisição e a manutenção do conhecimento são essenciais para que cada vez mais alunos tenham interesse no que estudam e desenvolvam uma vontade crescente de expandir seus saberes.

 

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