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Aprendizagem planejada

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Fala-se sempre em meios de tornar a educação mais eficiente, em formas de tentar fazer o aprendizado ser mais efetivo e menos automático. O primeiro pensamento que surge é a educação inovadora, as escolas que fogem do método tradicional e buscam justamente transformar o modo de pensar a educação. Pois bem, o fato é que as escolas inovadoras – humanista e cognitivista, principalmente – se diferenciam das tradicionais por metodologia e também pelo modo como é exigido cada conteúdo. Pensar na mudança deste último nas escolas é um tanto difícil, já que muitas escolas possuem um currículo rígido, que passa por poucas mudanças ao longo dos anos. Na realidade, a metodologia também tem padrões a serem seguidos, contudo há um fator essencial nas escolas não-tradicionais que pode ser estendido para a escola tradicional e para além dela: a metacognição.

 

Esse é um conceito do qual não se fala tanto, não são muitas as pessoas que o conhecem, ainda que algumas o pratiquem sem saber a importância de fazê-lo. A metacognição é um processo que consiste basicamente em pensar sobre como se pensa, ter consciência sobre o processo do próprio pensamento, sobre a forma de lidar com as informações recebidas diariamente. É um auto-controle em relação à absorção de conhecimentos baseado no auto-conhecimento e no planejamento. É uma forma de manter contato direto com o aprendizado e não apenas com o que está sendo aprendido. É um método que pode ser aplicado a qualquer processo de aprendizagem sem afetar o conteúdo a ser aprendido, mas podendo impactar significativamente nos resultados obtidos.

 

São três passos que definem a metacognição: desenvolver um plano de ação, monitorar o plano de ação e avaliar o plano de ação. Fica clara a importância que se dá a pensar sobre o que será feito efetivamente para se aprender.

 

De um modo geral, o primeiro passo é delinear as estratégias, os passos claros a serem seguidos durante o estudo para se chegar a um ponto desejado; se trata realmente de ter um plano detalhado de cada etapa de aprendizado. Depois, quando já se está estudando, é necessário fazer como uma auto-monitoração para ter certeza de que o plano pré estabelecido está de fato sendo seguido e que se está caminhando para o objetivo desejado. Por fim está avaliar as estratégias usadas durante o estudo, analisar se o idealizado inicialmente foi atingido, se as estratégias foram efetivas ou se precisam de ajustes. É assim que o aluno consegue conhecer qual processo de estudo funciona para ele.

 

Pensar sobre aprender, o aprender a aprender é importante, mas na maioria das vezes é deixado de lado. Há tanta ânsia em começar a estudar logo que acaba sendo criada uma concepção de que é uma perda de tempo parar por um tempo para planejar o que se estudará, como se estudará e depois parar para pensar se o estudo está sendo bem realizado. Poucas pessoas têm consciência de cada passo que dão no dia-a-dia, é uma automatização que pode muitas vezes dar uma falsa impressão de ser efetiva, mas nem sempre o é.

 

Conseguir pensar estrategicamente em cada passo da educação pode mover para frente não apenas aprendizagem mas também o ensino, fazendo com que professores e alunos estejam perto de seus próprios procedimentos, lidando de modo mais habilidoso com capacidades e dúvidas, entendendo quais são os limites a serem superados.

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