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Tia, faltou uma matéria!

August 18, 2018

 

Quando eu estava na escola, me lembro de pensar que aquele ambiente tão formal e estéril no qual eu vivia grande parte do meu dia era, na verdade, uma realidade à parte do resto do mundo. Eu estudava, decorava muitas coisas e tirava boas notas, mas era impossível relacionar tudo aquilo ao mistério da vida lá fora. Eu tinha muitas dúvidas. Perguntas sobre o mundo, sobre o universo e sobre as relações humanas. Como eu posso me dar melhor com a minha melhor amiga? Como eu posso mudar o mundo? O sinal batia e os adultos entravam e saíam da sala de aula como pessoas apressadas em um trem.

 

- Tia, falta uma matéria! Falta a matéria mais importante de todas.

 

Hoje, como educadora, é dolorido admitir que o modelo, em grande parte das instituições de ensino, continua o mesmo. Algumas novas competências entraram em jogo: o inglês, o espanhol, a informática e até a robótica. Admiro e sou uma entusiasta de tudo isso. Acredito que, além dessas, temos muitas outras áreas do conhecimento para receber e acolher em um futuro próximo. Programação. Educação Ambiental. Educação Financeira. Mas ainda existe um abismo nessa equação, um problema estrutural, cultural e organizacional na área da educação como um todo: o ensino continua fragmentado, o mundo continua dividido em caixas e o cimento que une isso tudo continua sendo ignorado.

 

Não existem matérias na vida real. Existem sensações, ações, barulhos, vozes e pessoas. Existe o sol e a chuva, e no meio disso tudo, a nossa relação com o mundo. Tudo se mistura e se atropela na vida real, e nós nunca aprendemos a existir com leveza e com equilíbrio em meio a esse fluxo complexo e natural da vida. Sabemos o nome de todas as capitais do mundo, mas não sabemos se o que sentimos é raiva ou tristeza. Não sabemos do que precisamos e não sabemos do que o mundo precisa. Nunca aprendemos a ouvir o outro com o coração.

 

Hoje, a escola acaba no vestibular. Saímos dela prontos para competir com milhares de candidatos por uma vaga, mas nunca aprendemos a cooperar com esses mesmos candidatos quando amanhã formos colegas de profissão. As habilidades socioemocionais foram deixadas de fora do ambiente escolar. “A vida ensina”, e chamamos o próximo problema da fila.

É importantíssimo repensarmos esse modelo com seriedade, como já vem sendo feito em raras instituições de ensino e em algumas rodas de estudo por aí. Mas é preciso ampliar esse debate. Chamar mais gente pra roda, tirar o privilégio das poucas instituições privadas que se arriscam a questionar o antigo modelo e trazer o assunto à luz popular. É preciso que ele chegue à escola de bairro, à escola tradicional e à rede pública. É preciso lembrar que sempre que algo é ensinado e sempre que algo é aprendido, deve passar antes pelo coração.

 

- Falta uma matéria, tia, e ela é transversal, universal e essencial. Falta a matéria da própria vida.

 

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