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Esgotamento causado pelo trabalho: entenda o que isso quer dizer e como ele afeta os trabalhadores brasileiros

April 4, 2019

 

 

Transporte coletivo cheio, trânsito intenso, expediente cansativo e eventuais horas extras são conhecidos de longa data de praticamente todas as pessoas que compõem a força de trabalho do Brasil. Sentir-se cansado após um dia de trabalho ou almejar novos cargos e remunerações faz parte da rotina de grande parte dos trabalhadores, mas é preciso ter atenção aos sinais que o corpo e a mente emitem para perceber se existe algo de errado com o sentimento em relação ao trabalho.

 

Fadiga, insônia, dor de cabeça, problemas de apetite e alterações de humor são alguns dos sintomas que costumam assolar a realidade dos trabalhadores brasileiros. Todo esse conjunto de fatores são reflexos físicos de um quadro mental e emocionalmente desfavoráveis, o que demonstra que o esgotamento causado pelo trabalho não é somente uma questão psicológica ou de um evento situacional, mas sim de um desequilíbrio que afeta o indivíduo como um todo.

 

Um estudo publicado pela International Stress Management Association (Isma) aponta que cerca de 30% da população brasileira apresenta sintomas da Síndrome de Burnout, um quadro caracterizado especificamente pelo esgotamento causado pelo trabalho. O número é ainda mais alarmante quando se pensa que esse valor representa quase 30 milhões de pessoas da força de trabalho do país.

 

Ter um acompanhamento profissional para ouvir e diagnosticar a Síndrome é essencial, mas também é importante entender os motivos que causaram o cenário de esgotamento. Em tempos de crise econômica e altos índices de desemprego, a instabilidade da situação faz com que muitas pessoas passem seus dias no escritório com a sombra da demissão às suas cabeças. Além disso, a competividade causada por esse sentimento coletivo também resulta em dois cenários comuns: a criação de metas e objetivos bastante rígidos ou o desenvolvimento de sentimentos de isolamento, incompetência e insegurança.

 

A cobrança para resultados positivos extrapola seus níveis saudáveis quando se torna um pensamento repetitivo e não necessariamente ancorado aos limites concretos da situação de emprego. Em outras palavras, é preciso diferenciar a preocupação em realizar um bom trabalho com o medo de estar falhando nas atividades cotidianas e sobrecarregando-se excessivamente para cumprir metas que não são executáveis ou trabalhar além da conta para tentar suprir essa necessidade.

 

Da mesma maneira, o sentimento de angústia por considerar que nada está bom como deveria ser implica em uma configuração mental em que o indivíduo sente que suas necessidades básicas de realização pessoal e de estima estão sendo cumpridas. Essa lacuna é responsável pelo desenvolvimento de crises de ansiedade, isolamento dos colegas, sentimentos de derrota e fracasso.

 

 

Se identificar problemas no trabalho, menos que não pareçam significativos, não existe em avaliar o problema. Se for possível e pertinente, conversei com chefes e coordenadores para explicar a situação e ver como ela pode ser atenuada. Além disso, vale a pena sempre acionar pessoas de seu sistema de apoio - amigos, familiares, colegas e outros - para falar sobre o problema. Formas de distração como esportes, lazer, atividades culturais e quaisquer outras atitudes positivas e saudáveis também são importantes. Por fim, lembre-se sempre de que procurar ajuda profissional é essencial!

 

 

Voos da semana

 

1 - Aplicativos de meditação e Mindfullness, como o Trixie e o Aura, ajudam a relaxar a mente em poucos segundos e podem ser usados no dia a dia do trabalho para desestressar e ajudar a recuperar perspectiva e foco.

 

2 - Autoconhecimento é essencial para dimensionar o nível das alterações causadas pelo esgotamento com o trabalho. Por isso, registre as mudanças que perceber - padrões de sono, apetite e alterações de peso e comportamento são boas medidas para isso. 

 

3 - Quer saber mais sobre as competências socioemocionais e como influenciam nosso cotidiano? Confira o e-book que a Fly Educação preparou e entenda melhor o assunto!