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Bullying de hoje e os jovens do futuro

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Escutamos muito de pessoas mais velhas “na minha época não tinha bullying, todo mundo mexia com todo mundo e não tinha essas frescuras que tem hoje”, mas será que é a mesma coisa? O bullying é uma forma sistemática de abuso de poder entre pares. São importantes três características que definem esse comportamento: a repetição, a intencionalidade e o desequilíbrio de poder. E essa forma de abuso leva a diversas consequências, inclusive a longo prazo.

 

Pensa-se muito nas alterações emocionais, mas a London School of Economics and Political Science mostrou que aos 50 anos de idade, as vítimas de bullying na infância e adolescência têm maior taxa de desemprego, aposentadoria por invalidez e custo de convênio. Ainda, as vítimas têm menos dinheiro guardado. Outros estudos mostraram associação entre compulsão alimentar, abuso de substâncias (álcool, cigarro e drogas ilícitas), dores físicas, criminalidade, asma e menos horas de sono por noite.

 

Foi mostrado que o bullying (violência entre pares) deixa mais marcas a longo prazo que maus tratos (violência entre indivíduos com relação hierárquica). Dentre as alterações psiquiátricas, foi visto que bullying é um preditor de comportamento antissocial e depressão. É interessante, e preocupante também, saber que os efeitos do bullying não são iguais entre todas as vítimas: meninas e crianças de baixa renda têm maior chance de desenvolver depressão na vida adulta.

 

Se nós não queremos ver nossas crianças desempregadas e deprimidas, precisamos aprender a reconhecer os primeiros sinais de bullying e maneiras eficazes de agir ao percebê-los. Pais e professores precisam estar atento a crianças que não têm interesse ou têm medo da escola, estão isoladas socialmente, passaram por alteração súbita no rendimento escolar, têm baixa autoestima e não se valoriza, machucados ou tentativa de escondê-los, têm comportamentos agressivos e dificuldade de lidar com emoções. A qualquer suspeita, é importante conversar com a criança e tentar entender o que está realmente acontecendo. Ainda não há um modus operandi eficaz contra o bullying. Apesar disso, um programa antibullying que tem feito muito sucesso é o KiVa, criado na Finlândia, ele se baseia em alterar o comportamento do espectadores para empatia pelas vítimas ao invés de reforçar o comportamento do bully.

 

É preciso percorrer um longo caminho para que as relações entre os pares seja mais saudável nas escolas, mas se não começarmos hoje, as consequências nos acompanharão 

por muito tempo.

 

Voos da semana - para se aprofundar no tema:

  1. Se você é responsável por uma criança ou trabalha em escolas: seja acessível, faça com que o adolescente se sinta seguro em pedir pela sua ajuda.

  2. Se você é um jovem: busque ajuda com um adulto de sua confiança.

  3. Tem dúvida se o que está acontecendo é mesmo bullying? Clique aqui.

  4. Seu filho está sofrendo bullying e agora? Clique aqui.

  5. Suspeito que o meu filho pratique bullying, será? Clique aqui.

  6. Saiba mais no E-BOOK da Fly!