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Como honrar o professor?

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No nosso terceiro encontro do Co-criando a educação, mergulhamos no tema: “Como honrar o professor?” Na roda, que recebeu profissionais da área da educação, tecnologia e pessoas engajadas em mudar a realidade da educação brasileira, muitos temas foram levantados e agrupados em 4 grupos principais: necessidade de um ensino transversal, uma visão humanizada, uma movimentação de professores e ações governamentais. 

 

Dentre os problemas levantados para começarmos a entender aonde foi parar a honra da profissão, ouvimos esse depoimento:

 

“Hoje o professor se sente coadjuvante na escola. Não sente a honra do que faz, porque 

não se sente parte de algo maior. Não há a sensação de pertencimento ao ambiente escolar. Os alunos não veem o valor real aplicado em suas vida daquilo que o professor está ensinando. Eles sentem que o sistema está ultrapassado - e está. O aluno hoje, muitas vezes já chega na sala de aula com mais informações, do que as que o professor que está ali na frente lhe oferece. Então para quê ele precisa da escola? Do professor? Todo o sistema de ensino e a fórmula como educamos precisa de uma ressignificação para re-descobrirmos o novo papel do professor e como honra-lo.”

 

Muito se falou na roda, também, sobre a dignidade de nossos professores. Muitos de nossos mestres ainda estão em busca das mínimas condições de exercer seu trabalho. Como a infra-estrutura da escola, salário justo, ambiente escolar saudável, politicas de incentivo e reconhecimento entre outras necessidades. “É difícil falarmos de hora quando ainda buscamos a dignidade.”, comentou uma das participantes. 

 

Um dos pontos mais importantes que trouxemos juntos a conversa, foi a importância da humanização dessas pessoas, que exercem essa profissão tão importante, que é um dos pilares fundamentais de sustentação da nossa sociedade. 

 

“Eu acredito num ciclo que já está acontecendo, no qual precisamos que o sistema de ensino como um todo,  comece a pensar no aluno como um ser humano e não em um profissional em formação. Acredito que nos desviamos ai! Quando a escola se limitou a um local de formação profissional e não humana.”

 

Ao não contemplarmos a importância de uma educação globalmente humanizada para os alunos, consequentemente falhamos ao olhar para o próprio professor como um ser humano também. Uma de nossas participantes na roda, trouxe um exemplo muito próximo a ela: “Precisamos nos preocupar com o apoio psicológico do professor. Ele é um ser humano lidando com mais 35 seres humanos diariamente. É uma carga emocional muito forte e eles precisam de um amparo emocional. Minha mãe mesmo, é professora a muitos anos do estado e está em depressão.”

 

Conversamos então qual seriam as formas de lidarmos com as questões emocionais dos alunos, quando os próprios professores não têm esse preparo em sua formação. Como criarmos esse ambiente de empatia, humanização, dignidade e valor na escola? 

 

Juntos pensamos em alguns caminhos possíveis para que cada um de nós ajude a exaltar a importância de honrar nossos professores. Como fortalecer a visibilidade da comunidade de professores nas redes sociais, fazendo-os serem vistos e ouvidos. Criar premiações de reconhecimento financeiras e não financeiras. Re-educação familiar. Re-significação da aplicação do conteúdo na vida real dos alunos, através de métodos que tragam maior engajamento em sala. Disposição das escolas a mudanças e re-invenção da forma de se fazer educação, criando abertura para a troca aluno X professor. Apoio psicológico e socioemocional aos pais, alunos e professores, através de treinamentos e educação continuada, assim como os cursos e workshops que a Fly já está fazendo dentro das escolas públicas e particulares, nos últimos 5 anos. 

 

Concordamos ao fim, que é longo o caminho para que cada professor levante pela manhã, motivado e animado de ir até a escola oferecer seu saber para crianças e jovens, que assim como ele, também estão em suas camas lutando para se levantarem, para mais um dia sem o sentimento de preenchimento do valor real de suas presenças no ambiente escolar. Sim, há um longo caminho, mas há muito o que ser feito individualmente também. Terminamos nosso encontro com um uma perguntar para cada um que estava ali e que deixaremos aqui, também, para você: Para iniciar uma mudança nesse cenário, o que eu posso oferecer hoje e o que eu gostaria de receber em troca?

 

Nós da Fly oferecemos um caminho de humanização escolar e gostaríamos de receber em troca o acolhimento de todos aqueles que tenham alguma responsabilidade, sobre a educação de um outro ser humano.