Pedagogia de projetos: um novo olhar para a sala de aula



“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Paulo Freire

Como bem pontuou Paulo Freire, educar vai além de transmitir conhecimento, educar é um buscar. O educar e o aprender acontecem na relação, exigem percepção de si, do outro, do ambiente e do momento. Envolvem um ser inacabado e em constante busca por experiência, é um processo pessoal, relacional e ativo, é a busca de nós e do outro, o que nos confere aquela qualidade que tanto valorizamos, humanidade.


Ok, mas o que isso tem a ver com Pedagogia de Projetos? Tudo!


Aprender é comum a todo ser humano, todo mundo aprende e isso nos faz que somos, isso nos une. Mas o processo de aprendizagem é único e diferente para cada um. Não é à toa que existem muitas metodologias de ensino por aí. Isso não significa que não podemos trabalhar com grupos grandes, diversos e ainda assim desenvolver um planejamento centrado no aluno.


É aí que entra a Pedagogia de Projetos. Ela aparece como uma ferramenta, uma alternativa de trabalho que ultrapassa aquela perspectiva de aprendizado como memorização de conteúdo e se alia a um fazer pedagógico dinâmico, espontâneo e criativo.


O que é?


A Pedagogia de Projetos é antes de tudo uma metodologia de aprendizagem que tem sua centralidade no aluno. Não existe uma definição fixa, mas ela diz respeito a um método sistemático de ensino que parte do princípio da aprendizagem colaborativa (baseada no trabalho em grupo) e propõe uma aquisição de conhecimentos e habilidades a partir de um processo de investigação estruturado de questões complexas e autênticas da vida, que se apresentam nos diferentes espaços e relações, para além da escola e da sala de aula.


Como funciona?


Novamente, não existe uma forma fixa de se aplicar a metodologia, mas existem critérios e princípios a serem valorizados e considerados. O seu primeiro pressuposto é: partir do interesse dos alunos. O professor pode propor um tema, começar com uma aula inaugural, oficinas ou uma simples conversa, algo que sirva como faísca na mente dos alunos, mas que ao mesmo tempo estabeleça um plano de partida e uma motivação. O processo vai exigir por parte dos alunos a busca por problemas reais, identificação dos problemas que se apresentaram ou foram percebidos, propostas de soluções e a preocupação em se gerar um produto. Esse não precisa ser um objeto concreto, pode ser uma infinidade de coisas, como ideias, campanhas, teorias, e por aí vai.


Outros momentos que compõem o desenvolvimento do projeto são: parada para refletir sobre o processo, atividade para propor e melhorar as ideias, autoavaliação, avaliação do grupo, discussão e feedback.

A avaliação se dá de acordo com o desempenho e o envolvimento durante as atividades e na entrega dos projetos.

O Buck Institute for Education, no livro “Aprendizagem Baseada em Projetos: Guia para Professores do Ensino Fundamental e Médio”, diferencia a aprendizagem baseada em projetos de outras atividades de extensão pelo seu caráter intencional e bem planejado. E apresenta alguns critérios que os projetos extraordinários apresentam:


1. Reconhecer que os alunos têm um impulso intrínseco o impulso para aprender

2. Envolver os alunos nos conceitos e princípios centrais de uma disciplina.

3. Destacar questões provocativas

4. Requerer a utilização de ferramentas e habilidades como tecnologia para aprendizagem, autogestão e gestão do projeto.

5. Especificar produtos que resolvem problemas.

6. Incluir diferentes produtos que permitam feedback e aprendizagem com a experiência.

7. Utilizar avaliações baseadas em desempenho.

8. Estimular alguma forma de cooperação.


Quais são suas vantagens?

  • Trabalha questões interdisciplinares, tomada de decisões, agir sozinho e em equipe.

  • Encoraja a percepção de que existem várias maneiras de se realizar uma tarefa.

  • Estimula o pensamento crítico e criativo, a participação ativa e o envolvimento, planejamento e organização.

  • Gera oportunidades para os alunos aplicarem o que estão aprendendo e desenvolverem uma infinidade de habilidades e competências cognitivas e socioemocionais.

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