Pensamento Complexo– Inspirações para Educação

Irene Reis dos Santos é graduada em Letras – português e espanhol – pela FFLCH; especialista em tradução; mestre em Ciências da Educação. Membro do Núcleo de Estudos em Educação e Gestão do Cuidado (CNPq). Fundadora e presidente da Associação CORE – Comunidade Reinventando a Educação – uma consultoria em educação para o desenvolvimento humano, integrando escola e comunidade.


Há necessidade de uma solidariedade concreta e vivenciada, de pessoa para pessoa, de grupos para pessoas, de pessoa para grupos. Existe em cada um e em todos um potencial de solidariedade – ele pode ser bem-visto em circunstâncias excepcionais – e uma minoria demonstra pulsão altruísta permanente. (MORIN, Edgar. A via para o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Beltrand Brasil, 2015. p.77.

Vamos começar por esclarecer que pensamento complexo não significa pensamento complicado, ao contrário, o pensamento complexo abriga o simples, em sua profundidade, como nos ensina Edgar Morin, um homem que tem um século de vida ativa e cheia de propósito. Tive a honra de conhecê-lo, pessoalmente, e traduzir uma de suas obras Reinventar a Educação, inspiração para fundar uma Associação - Comunidade Reinventando a Educação – CORE, uma das parceiras da Fly Educação.


Quanto mais eu leio e estudo o Morin, mais vejo o que há por estudar e mais me instiga o desafio de transpor sua teoria para a prática, sobretudo no que tem a ver com meu propósito de vida: educação para o desenvolvimento humano. Ele nos mostra a importância de que os saberes não sejam mantidos isolados, divididos em matérias. Já pensou em uma escola que trabalhe de maneira que os conhecimentos sejam dialógicos? Já pensou se a gente nem soubesse bem, ao estudar, como diferenciar português de física ou da temida matemática?