Comunicação Não-Violenta: como aplicá-la na sala de aula


Cerimônia de fechamento Semente com uma exposição de Realidade Virtual na Avenida Paulista

A Comunicação Não-Violenta surgiu no início dos anos 60, quando o movimento a favor dos direitos civis nos Estados Unidos ganhou força. Foi nesse cenário contra a segregação racial que o psicólogo e orientador educacional, Marshall Rosenberg, criou a Comunicação Não-Violenta (CNV). Ela foi elaborada como uma técnica de mediação para instituições que eliminavam essa discriminação na época.


Esse método foi inspirado nos ensinamentos de Gandhi, o pacifista indiano que acreditava na condição compassiva natural. Segundo ele, esse estado aparece quando a violência é afastada do coração. Assim, segundo seus passos, Rosenberg define a Comunicação Não-Violenta como uma comunicação que leva as pessoas a se entregarem de coração. Ela engloba as habilidades de falar e ouvir, focadas principalmente na maneira como nos expressamos.


A CNV é baseada no desenvolvimento da compaixão e empatia e através dela, é possível estabelecer uma conexão do indivíduo consigo mesmo e também com os outros. As interações interpessoais ocorrem com mais respeito e atenção, já que os interlocutores passam a se comunicar de forma mais honesta. Assim como usam da escuta ativa para receber a mensagem. A Comunicação Não-Violenta é capaz de estabelecer conexões verdadeiras e relações profundas entre seus participantes.